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Administrar bem, lucrar sempre. Contexto globalizado: processo de mudança, seus agentes e parceiros

O administrador precisa estar perfeitamente informado a respeito de forças e variáveis externas – como a globalização, competitividade, desenvolvimento tecnológico e da informação, a ética e a responsabilidade social. O sucesso de cada organização depende da sua capacidade de adequar-se continuamente a mudanças e transformações que ocorrem ao seu redor.


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A moderna administração acontece em um contexto globalizado e dinâmico no qual a competitividade se dá em amplitude planetária. O mundo dos negócios está ignorando fronteiras e culturas nacionais. Por outro lado, o desenvolvimento tecnológico está trazendo um forte impacto no mundo dos negócios. A informação imediata faz com que as organizações necessitem ser ágeis, flexíveis e rápidas em suas respostas aos desafios crescentemente complexos. A globalização provoca diversidade quanto à composição humana dentro das organizações. A responsabilidade social, bem como os valores e leis estão sendo cada vez mais realçados na visibilidade e na transparência das ações dos administradores e de suas organizações. O mundo moderno está exigindo uma postura clara e límpida das organizações nesse contexto globalizado e dinâmico.

Figura 1

Fig.1: As múltiplas relações éticas de uma organização. Fonte: CHIAVENATO, 2004.

Por que mudar?

Certos produtos, tecnologias, processos, princípios, programas, políticas, procedimentos e mesmo pessoas passam por diferentes fases em seu ciclo de vida. As organizações também. As fases do ciclo de vida são quatro: introdutória, crescimento, maturidade e declínio.

E por que organizações, tecnologias e produtos aparecem, têm um período de crescimento, outro de maturidade e um outro em que desaparecem do mapa? É porque as demandas do ambiente mudam e exigem uma mudança nas organizações, tecnologias e produtos. A mudança atua no sentido de prolongar cada uma das fases do ciclo de vida, seja para acelerar a fase introdutória, para incrementar a fase de crescimento, para prolongar a fase de maturidade ou para delongar a fase de declínio.

Figura 2

Fig.2: Fases do ciclo de vida de uma organização. Fonte: CHIAVENATO, 2004.

O Processo de Mudança

Mudança significa a passagem de um estado para outro diferente. É a transição de uma situação para outra diferente. A mudança implica transformação, perturbação, interrupção, ruptura, dependendo de sua intensidade. A mudança está em toda parte: nas organizações, nas cidades, nos países, nos hábitos das pessoas, nos produtos e nos serviços, no tempo e no clima.

A mudança é um processo que envolve o descongelamento, mudança e recongelamento de ideias e práticas. E para que a mudança possa ocorrer, é necessário que as forças positivas à mudança sejam maiores do que as forças negativas.

Figura 3

Fig.3: O Processo de mudança. Fonte: CHIAVENATO, 2004.

As mudanças organizacionais podem ter várias dimensões e velocidades. Elas podem envolver quatro tipos: mudanças na estrutura, na tecnologia, nos produtos ou serviços e nas pessoas, alterando a cultura organizacional.

Figura 4

Fig.4: Tipos de mudança organizacional. Fonte: CHIAVENATO, 2004.

É a percepção da urgência da mudança por parte dos administradores que determina a velocidade da mudança organizacional.

– Mudança lenta, contínua e incremental: é geralmente o caminho seguido pelos programas de melhoria contínua e qualidade total, que costumam receber uma diversidade de nomes. É a mudança indicada para organizações que pretendem melhorar seu desempenho de maneira suave e persistente, sem pressa e de maneira integrada e democrática, envolvendo todas as pessoas em um mutirão de esforços de mudança.

– Mudança rápida, total e radical: é o caminho seguido pela reengenharia. É a mudança indicada para organizações que têm muita pressa e urgência para mudar e que precisam alterar inteiramente seus rumos através de programas mais impactantes de mudança. Nesse caso, quase sempre, a sobrevivência da organização está em jogo.

Mudando a maneira como mudamos

Sempre e sempre as organizações introduzem mudanças para enfrentar a competição crescente. Mas o rolo compressor torna-se cada vez mais veloz, enquanto os resultados das organizações acontecem lentamente, se é que chegam a acontecer. O problema não reside nos programas de mudança, mas no fato de que todo o encargo da mudança recai quase sempre sobre pouquíssimas pessoas. As organizações somente se tornam ágeis e flexíveis quando todas as pessoas são capazes e estão dispostas a fazer mudanças e enfrentar os desafios externos. Essa revitalização ou transformação é o que muitas organizações buscam, mas raramente alcançam, pois não conseguem identificar os fatores que produzem a mudança sustentável. A seguir, são listados alguns dos papéis do administrador moderno visando restaurar a agilidade das organizações para mantê-las em bom estado de saúde:

1. Incorporar totalmente as pessoas nos principais desafios de negócios com que se defronta a organização.

2. Renovar as formas de liderança a fim de preservar e aguçar o estresse construtivo.

3. Incentivar disciplinas mentais que induzam as pessoas a modificar seu comportamento e que as ajudem a cultivar novas atitudes.

O Agente de Mudança

O agente de mudança é a pessoa – de dentro ou de fora da organização – que conduz ou guia o processo de mudança de uma situação organizacional. Pode ser um membro da organização ou um consultor externo. Geralmente, o consultor externo oferece habilidades especializadas e não fica absorvido pelas responsabilidades operacionais e quotidianas e, por ser um elemento de fora, pode ter mais influência e prestígio do que um elemento interno, além de não sinalizar nenhum interesse pessoal na organização. Assim, o agente de mudança tem um papel de quem inicia a mudança e ajuda a fazê-la acontecer. O administrador está se tornando um poderoso agente de mudança dentro das organizações. O seu novo papel está exigindo a aprendizagem dessas novas habilidades.

Parceiros da Organização

Além dos desafios da administração em termos de diversidade das organizações e complexidade do ambiente em que elas operam, outras forças ajudam a complicar o panorama com que se defrontam as organizações. É que vivemos em um mundo mutável e turbulento, onde a mudança é o único aspecto constante do universo. Como se não bastasse diversidade e complexidade, a mudança constitui outro desafio para as organizações. Por essas razões, o sucesso organizacional é periclitante e provisório. Não basta alcançar o sucesso. O principal é mantê-lo entre todas as variações que ocorrem no meio do caminho.

Para isso, as organizações, além de terem que interagir da maneira mais produtiva possível com o seu ambiente, dependem de parceiros, que podem estar dentro ou fora da organização. Toda organização deve distribuir equitativamente e de maneira equilibrada e balanceada seus resultados entre os parceiros que contribuíram de maneira direta ou indireta para o seu sucesso.

Figura 5

Fig.5: Os parceiros da organização. Fonte: CHIAVENATO, 2004.

Análise

O mundo dos negócios está passando por grandes transformações. As dimensões de tempo e de espaço estão sofrendo forte compressão. E as organizações estão tentando acompanhar essas transformações. A competitividade e a globalização estão forçando as organizações a se reinventarem continuamente. Para isso, as organizações precisam mudar a partir das mudanças individuais nas pessoas que as constituem. São as organizações que aprendem.

É necessário preparar as organizações para construir suportes para que as mudanças possam ocorrer, adequando paradigmas organizacionais e culturais. E o administrador precisa saber como contornar e reduzir as resistências das pessoas às mudanças dentro da organização.

Conceitos-chave

– AGENTE DE MUDANÇA: É a pessoa que conduz ou guia o processo de mudança em uma situação organizacional.

– COMPETITIVIDADE: É a capacidade que uma organização desenvolve para competir e obter vantagens competitivas em sua indústria, bem como enfrentar a concorrência em um ambiente dinâmico e mutável.

– DESCONGELAMENTO: É a primeira etapa do processo de mudança em que velhas ideias e práticas são derretidas, abandonadas e desaprendidas.

– GLOBALIZAÇÃO: É o fenômeno de internacionalização do sistema produtivo, do capital e dos investimentos.

– INTERNALIZAÇÃO: É a necessidade de que os novos valores, atitudes e comportamentos sejam incorporados pelas pessoas no processo de mudança.

– MUDANÇA: Significa a passagem de um estado para outro estado diferente.

– PARCEIROS: São os elementos que contribuem com algum esforço ou recurso para o sucesso da organização.

– RECONGELAMENTO: É a etapa final do processo de mudança em que as novas ideias e práticas são incorporadas definitivamente ao comportamento.

– RESPONSABILIDADE SOCIAL: É o grau de obrigações que uma organização assume através de ações que protejam e melhorem o bem-estar da sociedade à medida que procura atingir seus próprios interesses.

– SUPORTE: É o apoio dado ao processo de mudança pela incorporação dos novos valores, atitudes e comportamentos na etapa de recongelamento.


Referência

Chiavenato, I. (2004). Administração nos novos tempos. Rio de Janeiro: Elsevier.

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