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Coluna IILB Revista Leite Integral – Passo a Passo

Como o tempo passa rápido e as coisas evoluem… Com a edição de número 9 do Índice Ideagri do Leite Brasileiro (IILB), chegamos a 3 anos de avaliações completas: 2018, 2019 e 2020.

Durante essa jornada, analisamos, sem exageros, milhões de dados. Geramos milhares de indicadores e, o mais importante, fomos capazes de resumir, a cada edição, em um único número (uma nota de 0 a 10), a evolução das fazendas profissionais do país representadas pelos rebanhos gerenciados com o sistema de gestão Ideagri.

Em tempo, também produzimos dezenas de artigos, colunas, vídeos, matérias com camadas adicionais e detalhadas de análises dos indicadores e suas correlações, muitas disponibilizadas aqui, com muito orgulho!

EVOLUÇÃO POSITIVA

A nota geral IILB evoluiu, de forma positiva, entre as edições, o que é uma ótima notícia, mas deixa claro que ainda há uma oportunidade muito grande para melhoria. (gráfico 1)

A nota é um produto de 12 indicadores que são combinados, levando em conta pesos diferenciados (Tabela 1) e a influência dos perfis raciais dos rebanhos (Quadro 1). Por meio de sua nota, a fazenda gerenciada com o Ideagri sabe seu status de forma extremamente simples, sendo capaz de avaliar se está abaixo ou acima da média do país, de sua região, dos rebanhos com mesmo perfil e ainda se está próxima ou dentro do universo das fazendas que mais se destacam, representadas pelas 10% mais bem pontuadas.

Temos inúmeras histórias e “causos” para contar nessa trajetória. Nos primeiros momentos, alguns se decepcionaram com suas notas. Isso é perfeitamente compreensível e foi um dos motivos que nos levou a criar este benchmarking. Frequentemente, apenas com uma visão difusa das informações, podemos não ter a noção do todo ou ainda não ter noção do desempenho de outros rebanhos similares. Assim, para muitos, saber sua nota IILB foi um despertar para passar a tirar o máximo proveito dos dados acumulados na fazenda e fazê-los trabalhar a seu favor. Atendemos, com o maior prazer, todos os questionamentos e, a pedido de produtores ou técnicos que queriam entender melhor as notas dos rebanhos, passamos, juntos, por cada um de seus componentes. Ao final do processo, frequentemente algo acendia – “Ah, já sei o que está acontecendo ou onde posso atuar!”.

Chegava, então, o desejo da virada ou o “sangue nos olhos” no melhor sentido, representado pela vontade de mudar a realidade e acompanhar, a cada edição do boletim, a evolução da nota IILB. E sabemos que isso é um grande desafio, dada a natureza e a complexidade da atividade leiteira e dado o fato de que muitas vezes as ações realizadas não surtem efeito imediato. Mas isso só serviu de incentivo e trouxe mais disciplina para acompanhar o dia a dia e o desempenho da fazenda. Trabalhando dessa forma, o resultado não poderia ser outro: com o passar das edições, a pontuação ia subindo e a satisfação dos guerreiros e guerreiras, quando nos chamavam para comemorar uma nota que evoluiu, era enorme. Cada uma dessas vitórias fez valer todo nosso empenho!

A evolução da nota, ao longo das edições, representou, naturalmente, a evolução dos indicadores que as compõem. No momento da concepção dos critérios de pontuação, levamos em conta os valores médios dos rebanhos avaliados, respeitando os perfis raciais. Os rebanhos evoluíram e, assim, implementamos, na 10ª edição do IILB (IILB 10) e, a partir daí, a cada três anos de avaliações, a revisão da régua ou da base de cálculo. Fazendo uma analogia com algo que é muito conhecido na pecuária leiteira, é uma atualização similar à mudança na base genética, expressa um ajuste das PTAs (habilidades de transmissão previstas), como no caso do Sire Summaries, da Holstein Association USA, atualizado a cada cinco anos.

Com os novos parâmetros de cálculo da pontuação, a nota de uma fazenda pode ser maior ou menor do que na base anterior, o que não quer dizer que ela está melhor ou pior do que antes, apenas que sua nota foi calculada com bases mais atualizadas em relação aos rebanhos nacionais, cujos dados são utilizados para formação do IILB. Disponibilizamos, inclusive, a cada mudança da base, a opção para o responsável consultar sua nota calculada na base anterior e na nova base. Assim, isso não comprometerá o acompanhamento histórico da evolução da fazenda. Dessa forma para o IILB 10, é possível consultar duas notas: IILB 10 base 2018 e IILB 10 base 2021. As demais análises e detalhamentos, disponíveis no IILB 10, são apresentadas na base nova. Todas as edições do boletim estão publicadas na plataforma IILB (www.iilb.com.br), que pode ser acessada gratuitamente por qualquer pessoa interessada na cadeia leiteira.

Para a definição de qual pontuação determinado rebanho recebe, em cada quesito, há um limite inferior, abaixo do qual a pontuação no quesito é zero e um limite superior acima do qual a pontuação se fixa no valor máximo (considerando os pontos possíveis para o item). Lembramos que há um peso para cada indicador no cálculo da nota única, em função de seu impacto no desempenho geral da fazenda. Vale destacar que para 6 dos 12 indicadores, os limites inferiores e superiores variam de acordo com o perfil racial do rebanho.

Para entender a dinâmica da mudança da base de cálculo, nada melhor do que analisar os indicadores em si e como evoluíram entre a primeira e a nona edição e do IILB.

Comparando os resultados da primeira edição do IILB em relação à nona, para 4 dos 12 indicadores houve uma sensível evolução ao longo das edições. Sendo assim para estes foi feita uma nova definição dos limites, inferiores e superiores, para o cálculo da nota.

Em linhas gerais, como era de se esperar, os parâmetros que tiveram sua base atualizada são os relacionados à produção de leite. Isso faz muito sentido e está ligado ao mesmo motivo que faz com que seja necessário o ajuste dos cálculos das bases genéticas, usada como exemplo anteriormente, que reflete a evolução das matrizes ao longo das gerações. (Tabela 2)

CONCLUSÃO

A cada edição do IILB, temos percebido a evolução dos rebanhos que utilizam o software Ideagri para a gestão. O volume de fazendas avaliadas tem aumentado sensivelmente ao longo dos trimestres, ainda que, considerando todas as que são geridas com o sistema, o volume qualificado seja inferior a 25% do total. Os usuários têm aprimorado seus controles e isso, naturalmente, se refletirá no volume de qualificação e na representatividade para o setor. Ainda assim, o repositório de informações é único no Brasil e extremamente valioso. A mudança representada pela nova base de cálculo do IILB reforça a ideia de que a nota geral e os indicadores devem ser dinâmicos e cada vez mais representativos da realidade das fazendas profissionais do país e tem evoluído, passO a passo, fazendo muito caminho!

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