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O leite e as suas vulnerabilidades

Sabemos que trabalhar com agronegócio é ter uma indústria a céu aberto, afinal, é necessário lidar o tempo todo com fragilidades e ficar à mercê das intempéries. Exemplo disso foi a devastação causada pelo ciclone extratropical na região Sul neste mês, sendo responsável por prejuízos severos aos produtores de leite. Além disso, as perdas incluíram também lavouras de trigo e hortaliças, que estão sendo contabilizadas pela Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais). 

De acordo com a Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), galpões foram destruídos e mais de 500 produtores tiveram as estruturas de suas fazendas atingidas somente na região de Celeiro, no noroeste gaúcho. Ainda no Rio Grande do Sul, as cidades de Humaitá, Nova Candelária, Tucunduva, Doutor Maurício Cardoso, Crissiumal, Horizontina e Sede Nova estão entre as mais afetadas pelo fenômeno. Houve também impacto em Campo Novo e Coronel Bicaco.

Ainda segundo a Gadolando, um amplo apoio das autoridades e das comunidades está sendo estritamente necessário para apoiar os fazendeiros atingidos, inclusive, distribuindo – temporariamente – os animais para outros produtores até que as “propriedades de origem” se reestruturem. 

O fato é que não é a primeira vez que fenômenos de ordem natural (ou não) tiram o produtor dos eixos e, por muitas vezes, acabam sendo um divisor de águas, afinal, pode impulsioná-lo a deixar a atividade. 

Quer ver uma outra situação comum? Acidentes com descargas elétricas. É habitual escutarmos histórias de galhos que caem na rede de alta tensão atingidos por ventos e chuvas resultando na morte dos animais. No ano passado, na cidade de Saudade do Iguaçu (PR), um produtor rural perdeu 19 vacas por conta de descargas elétricas. A maioria dos animais estavam prenhas. O prejuízo estimado ao produtor foi de cerca de R$ 200 mil. 

Em junho, as baixas temperaturas registradas no Mato Grosso do Sul também causaram a morte de 1.071 bovinos, entre bois, vacas e bezerros, por hipotermia, segundo informações da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro).  A mortalidade foi originada pela inversão térmica: animais com o corpo quente foram expostos a temperaturas mínimas muito baixas durante o dia, acompanhados de chuva, garoa e ventos.

Especialistas apontam que as mortes de bovinos por hipotermia no Mato Grosso Sul não são incomuns. Um estudo da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) mostrou que 16 surtos de morte de gado por hipotermia foram encaminhados ao Laboratório de Patologia Animal da universidade, entre agosto de 2000 a julho de 2010, em 13 municípios do Estado.

Mas, onde queremos chegar com isso? 

As histórias que acompanhamos realmente não são animadoras, mas, infelizmente não podemos simplesmente ignorá-las. Se para nós, elas já causam tensões, imagina para os produtores que são os protagonistas dessas situações? 

Ter segurança e pontos de apoio nos momentos de imprevisibilidade é o primeiro passo para girarmos essa roda de uma maneira diferente e evitar um desânimo generalizado. Também é assim conosco: quando passamos por um momento delicado na vida pessoal, ter uma rede de apoio que nos ampare faz uma tremenda diferença, não é mesmo?  Nesse contexto, o laticínio pode ser um dos braços direitos do produtor, oferecendo facilidades e apoio para se reerguer. 

Uma das ideias é que a indústria encoraje fortemente as fazendas a adotarem medidas de segurança contra desastres por meio de treinamentos, capacitações e transferência de tecnologias. Parece algo simples e banal, mas, uma informação valiosa pode mudar o rumo daquela propriedade. 

Outra estratégia para que os produtores não sejam abruptamente impactados é incentivar o acesso ao crédito. Na RúmiCash, por exemplo, há a opção de tomada de crédito rápido e sem a necessidade de garantias reais. Os produtores, sabendo que têm uma opção facilitada para acessar capital em momentos de conflito, sem dúvidas se sentem muito mais aliviados.  

Em resumo, a dica é reforçar o que discutimos frequentemente: que a relação entre indústria e produtor pode ser extrapolada para além da compra e venda de leite a fim de gerar cada vez mais benefícios bilaterais. A maior aproximação entre a indústria e o produtor abre portas e sustenta o fortalecimento de um vínculo necessário para o desenvolvimento da cadeia leiteira daqui em diante.  

Autores do artigo: 

Gabriela Borlido

Raquel Maria Cury Rodrigues

 Sobre a Rúmina 

A Rúmina é uma empresa de soluções inovadoras para a pecuária no Brasil e América Latina, com foco em apoiar os produtores de hoje a se tornarem os produtores do futuro: mais produtivos e sustentáveis. Por meio de tecnologia, transforma dados das fazendas em uma experiência digital inteligente, que apoia o produtor e empodera a cadeia a tomar decisões mais seguras dentro do negócio.

Engloba as marcas Ideagri, líder em sistema de suporte à tomada de decisão para pecuária de leite; OnFarm, solução digital que ajuda na saúde do úbere; RúmiCorte, solução de tomada de decisão para pecuária de corte; RúmiCash, fintech voltada à cadeia do leite; RúmiEduca, programa de educação contínua; Rúmina Insights, plataforma de inteligência de dados; RúmiTank, tecnologia com base em sensores para monitoramento em tempo real do funcionamento do tanque de leite e o RúmiScore, o maior benchmarking de produtividade e sustentabilidade da pecuária de leite do Brasil.

Mais informações: www.rumina.com.br

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