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Pequenas notáveis

A reportagem, publicada na Revista Leite Integral, destaca a aposta nas ‘vaquinhas’, originárias da Inglaterra, que fez a marca ‘Jersey Vale’ ser reconhecida pela alta qualidade do leite. O texto, de Ivana Moreira, foi replicado parcialmente nesta matéria. Conheça um pouco da trajetória da Fazenda Sertãozinho para se transformar em uma referência nacional em produtividade e sustentabilidade. A Jersey Vale é parceira e usuária do IDEAGRI.

“O leite compõe a obra.” É assim que Sergio Antunes Junior costuma definir a importância da produção leiteira na Fazenda Sertãozinho, em Virgínia, no Sul de Minas. A propriedade, que fica a 430 km de Belo Horizonte e a 280 km de São Paulo, já abrigava o tradicional Hotel-Fazenda Vale da Mantiqueira quando foi adquirida pela família. Mas, investir no setor do turismo era só um dos planos de Sergio e de seu pai. A meta era transformar a fazenda numa referência nacional em produtividade e sustentabilidade. E eles conseguiram.

A Jersey Vale, marca criada pelos dois Sergios, é hoje reconhecida pela qualidade em cada uma das etapas da cadeia: da produção de leite à fabricação de produtos lácteos no laticínio próprio, que abastece o mercado e também o hotel-fazenda, hoje um dos mais disputados do país, por onde passam quase 80 mil turistas por ano. A fazenda acaba de receber da Danone o prêmio de reconhecimento como melhor produtor na categoria 2, daqueles que fornecem entre 1.501 L e 4.000 L por dia. O leite que a Jersey Vale entrega à multinacional tem CCS média de 160 mil a 180 mil células/mL e CBT média entre 9.000 e 10.000 UFC/mL. A quantidade de sólidos chama atenção. O teor médio de proteína do leite é de 3,8%, e o de gordura chega a 5%.

Esses índices enchem de orgulho o produtor. Desde o início, a aposta de Sergio foi no mercado premium, formado por consumidores dispostos a reconhecer qualidade e a pagar por ela. A escolha pela raça Jersey, segundo ele, foi justamente por causa do tipo de leite que ela produz, rico em proteína e gordura. “No negócio, uma vantagem sobre um concorrente é uma coisa rara, e as vantagens são geralmente de curta duração”, cita o produtor, que completa: “Mas nossas vantagens podem continuar e continuar, porque as vacas Jersey dão às indústrias uma vantagem que só pode ser encontrada com mais jerseys”. A reflexão está registrada, por escrito, na parede do escritório da fazenda para não deixar dúvidas sobre a convicção dos Antunes em relação à opção que fizeram.

“O mundo caminha para cobrar matéria-prima de qualidade”, diz o dono da fazenda. “É preciso buscar soluções”, ele diz. E foi o que ele fez. As primeiras 30 vacas Jersey foram compradas em 2011. Hoje já são 750 animais no rebanho – 320 deles em lactação. A produção diária atual é de quase 6.000 L – dois terços deles destinados à Danone, e o restante, ao laticínio próprio. A meta é ter 500 vacas em lactação para aumentar a produção total de leite.

Jersey Vale

A fazenda tem duas unidades de criação, com sistemas distintos de confinamento. Na unidade mais antiga, que opera no sistema free stall, são feitas duas ordenhas por dia. Há seis meses, a unidade mais nova, que opera no sistema compost barn, ganhou ordenha robotizada, uma tecnologia que permite a realização do procedimento sem qualquer interferência humana, em livre demanda. Logo na entrada, as vacas são identificadas. Todas as informações do processo são registradas em relatórios individuais. É possível saber desde o tempo de intervalo entre uma ordenha e outra até o número de visitas ao robô e a produção de leite por quarto mamário. Um braço automático higieniza e aplica pré-dipping e pós-dipping. É ele também que anexa os copos coletores aos tetos, num movimento guiado por laser.

Jersey Vale

Na unidade mais antiga, vacas são criadas no sistema Free Stall

A qualidade do leite da Jersey Vale tem garantido não apenas o reconhecimento junto à indústria, mas também o sucesso dos laticínios lá fabricados. Já são 15 os itens no mix de produtos, que inclui diferentes tipos de queijos e doces de leite. Além de atender os hóspedes do hotel-fazenda, responsáveis pelo consumo de 50% da produção, a marca é vendida em empórios gourmets de várias capitais, como a Casa Santa Luzia, de São Paulo.

GESTÃO À VISTA

Do bezerreiro à sala de ordenha. Da fábrica de queijos à mesa de degustação. Na Jersey Vale é possível conhecer as várias pontas da cadeia leiteira. Turistas do hotel-fazenda podem visitar todas as áreas de produção. Uma das unidades, a que opera no sistema free stall, fica a poucos metros dos apartamentos dos hóspedes. É possível acompanhar a ordenha das vacas e entender como o leite captado chega ao laticínio. E, através de vãos de vidro, assistir às etapas de fabricação de queijos e doces na indústria. O leite e os produtos da Vale Jersey podem ser degustados na loja instalada ao lado da fábrica ou nas mesas do hotel, na hora das refeições. Até o sorvete servido como sobremesa é produzido com o leite da fazenda.

Jersey Vale

Rebanho criado no sistema Compost Barn, em uma das unidades de produção da Jersey Vale


Leia a reportagem na íntegra, na versão digital da revista, disponível para assinantes.

Fonte: Revista Leite Integral, dezembro 2018.

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